sábado, 27 de setembro de 2008

Linda Baby veio me visitar


Linda baby tarda, mas não falha. Desta vez, nem demorou. Chegou ontem à noite e me encontrou descansando da trabalheira da semana no sofá da sala, meia luz interior, azulão de chuva e bem vindos relâmpagos lá fora. Linda Baby entrou sem fazer barulho, caminhou pisando mansinho no chão frio e, me vendo recostado e quase adormecido, naquele estágio entre a vigília precária e o sono desaba cabeça, soprou levemente em meu ouvido. “Essa é uma terra de um Deus mar, volte sempre aqui.”

Tão bom, com um sabor de dezembros que faria milionária a indústria alimentícia, tais palavras no meu cangote anunciaram a chegada daquele surto anual que invariavelmente me acomete por esses setembros com sabores antecipados de outubros. É a velha e boa saudade daquela Natal pretérita que deve assaltar todos os natalenses residentes quando das primeiras chuvas do caju. Aqui, distante mas nem tanto, ela me chega com a primeira boa, generosa, cheia e sonora chuva que encerra a seca brasiliense. E foi ontem que tais fatos se deram, razão pela qual o dia 26 de setembro ganhou um xis especial no calendário de mi vida em 2008.
Dois fatos acachapantes, rotundos e resplandescentes para demarcar o que o dia a dia apaga com sua borracha viciada, comum e automática. A chegada da tão esperada primeira chuva brasiliense de verdade que em questão de dias terá lavado da paisagem todas as folhas secas que nossos olhos foram obrigados a engolir sem saliva nas últimas semanas. E a chegada, não menos festejada embora mais agreste e sentimental, da garota Linda Baby, aquela cidade menina feita canção com nome pop de mulher, presente na composição de Pedro Mendes.
“Isso é Natal, ninguém se dá muito mal como dizem pessoas quase sem se sentir.” Será que ainda é assim – e depois do próximo domingo, ainda será?

Fique aqui comigo, Linda Baby. Mas se precisar sair, volte logo. Que seja só o tempo de votar.

Um comentário:

ana sua mana disse...

Vamos torcer pra ser, Sebá. E votar bem direitinho, sem medo de ser feliz...